Automotivação

Você com certeza já viu fotos e ouviu falar do trem-bala no Japão. Trata-se do transporte terrestre mais rápido e eficiente que existe. Modelo copiado pela Europa e China, os comboios chegam a velocidades superiores a 400 km/h.

Levam passageiros de diversos pontos com a eficiência de um avião, considerando a velocidade que atingem.

Duas características importantes fazem destes trens, veículos muito especiais:

1. Cada vagão tem o seu próprio motor, e desta forma, nenhum vagão puxa ou empurra os demais

2. As linhas são construídas em retas, e sempre que há um obstáculo no caminho é construída uma ponte ou túnel. O trem-bala não desvia dos obstáculos, mas os supera.

Fazendo uma analogia entre a automotivação e o trem-bala, podemos concluir que pessoas automotivadas possuem o “seu próprio motor”. E no caso do ser humano, este motor é representado por seus sonhos, metas, ideais, anseios e realizações. Como essas aspirações surgem no íntimo do ser humano, só é possível a ele mesmo criar motivação para manter este motor funcionando. Por isso, se diz que a “motivação é uma porta que só se abre por dentro”.

Entretanto, nós que estamos do “lado de fora” podemos e devemos estimular as pessoas a abrirem essas portas. Muitas vezes, trancadas em seu interior, as pessoas não vêem as dezenas de possibilidades e oportunidades para realizar seus sonhos que surgem a todos os momentos. A automotivação consiste em ganhar um nível de consciência que permita ao indíviduo perceber que suas realizações estão ao seu alcance, à medida em que ele se movimenta e age rumo ao seu objetivo.

O grande problema é que quando passamos por dificuldades, a primeira coisa que fazemos é perder a nossa automotivação, que ironicamente, é a ferramenta mais forte para superarmos a dificuldade que estamos enfrentando.

Em épocas de crise, a motivação dos colaboradores é um dos fatores mais importantes para manter a produtividade e bem-estar da equipe. Por isso os gestores e líderes devem sempre manter uma atitude positiva, estimulando seus colaboradores a “abrirem” a porta da automotivação. Tal qual o trem-bala, não devem fazer o papel do vagão que “puxa” os demais, mas devem centrar suas ações de maneira a permitir que os “motores de cada vagão” mantenham-se em pleno funcionamento. E isso faz toda a diferença para o colaborador que, frente a um obstáculo, muitas vezes não vê outra opção senão “parar o trem”.

Cabe a nós, gestores e líderes, estimulá-los a construir pontes ou túneis, e perceber o quanto é prazeroso ter mais um obstáculo superado na vida profissional ou pessoal.

Por: Maurício Louzada

 


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