A Lei de Parkinson

 

Você já percebeu que se você tiver 20 minutos para fazer um relatório levará 20 minutos para fazê-lo, mas se você tiver 4 horas para fazer o mesmo relatório levará todo esse tempo para concluir sua tarefa?

Esta princípio de utilização do tempo foi descrito pela primeira vez pelo historiador Cyril Northcote Parkinson em 1955. Embora pareça um tanto quanto irônica, esta lei é plenamente perceptível em nosso trabalho.

Na época em que publicou um artigo no folhetim “The Economist”, Parkinson fez uma análise sobre o desempenho da marinha britânica, e percebeu que mesmo com a diminuição da burocracia, o número de profissionais envolvidos em diversas atividades apenas aumentava.

Se olharmos para a estrutura organizacional de nossas empresas, vamos perceber que muitas vezes os departamentos são inflados por pessoas que passam a maior parte do tempo esperando que algo aconteça, ou dilatando suas tarefas pelo prazo que têm para entregar.

Obviamente isso não quer dizer que temos que espremer cada vez mais os prazos, aumentando a pressão sobre os colaboradores, mas sim que devemos ter atitudes e expectativas voltadas para o aumento de sua produtividade – o que em última instância significa melhor aproveitamento do tempo Para isso, é essencial que façamos uma análise real e crítica sobre como temos usado nosso tempo, e como nossos colaboradores também o fazem.

Atualmente as pessoas reclamam muito da falta de tempo, mas sempre estão envolvidas em tarefas que não estão ligadas à sua produtividades (MSN, Orkut, bate-papo, etc.). Isso acontece porque grande parte dos profissionais não conseguem focar sua atenção no que estão fazendo.

Muitas pessoas passam horas do trabalho pensando no lazer, e passam horas do lazer pensando no trabalho. Uma troca de papéis que faz com que o colaborador não produza utilizando todo seu potencial, e nem curta seu lazer verdadeiramente, o que causa menor produtividade e mais ansiedade pelo lazer, em um ciclo que se repete.

Talvez a principal ferramenta que temos a nosso dispor para combater o “princípio de Parkinson” é a percepção que todas as atividades estão sob nosso controle, e que o que irá determinar seu prazo de conclusão é o esforço que despendemos e a complexidade da propria tarefa. A partir desta análise é possível pensar em um prazo real, onde utilizaremos o máximo de nosso potencial para conclusão em tempo recorde, sempre focando a qualidade. Assim poderemos curtir os nossos momentos de lazer com a nítida sensação de “tarefa cumprida”.

Por: Maurício Louzada


Deixe um comentário

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s