Não sejamos Sepulcros Caiados

Viver a autenticidade da fe


No evangelho de são Mateus (23,27), Jesus chama aos escribas e fariseus de sepulcros caiados. Sepulcro é onde se sepulta o corpo dos mortos, a palavra caiados pode ser nova para muita gente, tem a derivação de cal, que se trata de um pó branco que diluído em água se torna um espécie de tinta de baixo custo e sem qualidade, é muito usada para pintar paredes e muros, funciona como uma maquiagem temporária, dá aparência de novo e esconde temporariamente as imperfeições, mas dentro de pouquíssimo tempo a tinta se desintegra e deixa a mostra as marcas existentes.

A expressão sepulcros caiados, usada por Jesus, pode ser entendida como um sepulcro velho que está cheio de ossos e podridão e recebe por fora uma demão de cal, assim exteriormente tem aparência de novo, mas isso não altera em nada sua natureza interior que continua sendo desagradável. Os olhos de Jesus chegam aonde os nossos olhos não é capaz de ver, Jesus conhece os corações, os pensamentos, a natureza interior. Jesus quis dizer que aqueles homens fingiam ser bons, mas no fundo estavam deteriorados, seus corações estavam apodrecidos pelo orgulho e soberba.

Imagina se que as palavras de Jesus soaram fortes para aqueles homens que devem ter se sentidos envergonhados por terem sua identidade descoberta. Aqueles homens eram poderosos e influentes aparentavam ser justos e bondosos para ganhar a atenção e o respeito, mas na verdade eram corruptos e ainda se cobriam com um falso manto de bondade para transmitir uma imagem positiva, pois estavam preocupados com o conceito que as pessoas fariam deles.

Atualmente ainda estávamos vivendo o tempo dos sepulcros caiados, ainda vivemos como os fariseus e escribas do tempo de Jesus. Acreditamos que transmitindo uma imagem diferente da nossa realidade vamos obter prestigio e admiração, assim negamos a nossa identidade e os bons princípios morais para criar personagens, e vamos ao longo da vida interpretando esses personagens, para cada pessoas exibimos um personagem diferente, segundo as nossas convicções e conveniência do momento, com o tempo essa vaidade se torna uma couraça que envolve nosso coração e quando olhamos no espelho não nos reconhecemos, vemos a nossa identidade de filho de Deus perdida e usurpado por personagem que criamos e depois perdemos o controle sobre eles e nós mesmos. È triste pensar que tudo começou com uma “brincadeirinha” ou com um pretexto e agora somos estranhos e sentimos perdidos.

Mas um encontro com Jesus muda toda a história, ele nos conhece sem mascaras e maquiagens, quando o encontramos ele nos olha nos olhos como aconteceu com Maria Madalena, a pecadora arrependida. Jesus vê além das aparências, vê o coração, conhece a natureza interior, ele não condena ninguém, pelo contrário ele mesmo fez questão de dizer que veio para os estavam “doentes” que necessitavam de perdão, o que ele não aceita é a falsidade e o orgulho.

Não sejamos como os escribas e fariseus de coração endurecido ou como os sepulcros caiados, sejamos puros de coração, Deus quer de nós pessoas verdadeiras, transparentes e que não têm vergonha viver sua identidade de cristão, tenhamos a coragem de ser autênticos e busquemos em Deus nosso modelo de amor, perdão e bondade o caminho para alcançar a santidade. E assim vamos perceber que só Deus nos basta, que não existe nada melhor do que a paz interior e o amor do nosso pai do céu.

Tiago Rodrigues Queiroz
tiagokoro@hotmail.com
19/01/2011 – COROMANDEL⁄MG

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