Santo Agostinho

Um buscador de Deus

UMA VIDA FRATERNA PARA MOSTRAR DEUS AOS HOMENS

 

 

«Santo Agostinho, nosso patriarca, será nosso guia espiritual», dizia o Pe. d’Alzon, nosso fundador. Esse título de «patriarca», que acrescenta ao nome, não designa apenas um antepassado que se deve venerar. Agostinho deveria ser nosso guia nos estudos, mas também o inspirador da nossa maneira de viver a vida religiosa.

 

 

Quem é Santo Agostinho?

 

 

Antes de tudo um buscador de Deus.

 

 

 

Nascido a 13 de novembro de 354, em Tagaste, na Argélia, de Patrício, um modesto empregado municipal ainda pagão, e de Mônica, um cristã fervorosa.

 

 

 

Agostinho se extraviou durante nove anos numa seita, antes de se tornar católico em 386.

 

 

 

Essa conversão é atribuída às lágrimas de sua mãe e a Ambrósio, bispo de Milão, que o batizará na noite do 24 para 25 de abril de 487.

 

 

 

De volta à África em 388, Agostinho começa a viver como monge, um termo que significa para ele não viver só (monos), como antes os monges do Egito ou da Síria, mas viver tendo «um só coração e uma só alma».

 

 

 

 

Tornando-se sacerdote em 391, depois bispo de Hipona em 394, difundirá esse ideal a todos seus padres. Esse ideal não é outro que o dos Atos dos Apóstolos: «Antes de tudo, vivam unânimes na casa, tendo uma só alma e um só coração dirigidos para Deus»

 

 

 

 Para Agostinho, a vida religiosa comporta três dimensões:

 

 

Uma vida de comunhão fraterna, com as exigências de partilha e de comunicação. «Numerosos corpos, um alma, numerosos corpos, um coração, esses podem ser chamados monges… ».

 

 

 

 

Uma vida voltada para Deus, que deve permitir a cada uma das irmãs realizar sua vocação humana, como está definida, no célebre texto das Confissões: «Es Tu que conduzes (o homem) a ter prazer em Te louvar porque Tu nos fizeste orientados para Ti e nosso coração está sem repouso enquanto não descansar em Ti…»

 

 

 

 

Uma vida doada aos outros:

 

 

 

 

 

Agostinho não preferiu a solidão, que o seduzia, ao serviço dos homens para o qual o chamava a Igreja. Justificava assim sua opção: «Não prefiram a tranqüilidade às necessidades da Igreja, e pensem que se os homens não a tivessem assistido no seu porto, vocês teriam nascidos para a vida espiritual.»

 

 

 

 

Esta é a carta magna da vida religiosa. Corresponde exatamente à inspiração do Pe. d’Alzon para a vida das Oblatas: um agrupamento de religiosas vivendo em «comunidade apostólica», disponíveis para a missão.

 

 

 

 

Agostinho lutou contra a seita dos Maniqueus na qual se extraviara, contra os Donatistas que dividiam a Igreja, contra os pagãos que pretendiam não precisar do Cristo, contra Pelágio que esquecia a graça, etc.

 

 

 

Preocupava em formar os cristãos pela pregação, fazer justiça com toda eqüidade, prestar atenção especial aos pobres. Descreveu amiúde o seu cargo como um peso. Se fosse incomodado na oração pelos «negócios», dizia: deixo Deus para Deus!».

 

 

 

No meio de uma vida devorada, Agostinho teve tempo de escrever, entre outras, as três obras-primas que são «As Confissões», uma autobiografia, em que conta sobretudo a obra da graça nele, «A Trindade», uma longa meditação sobre o Deus dos cristãos, enfim, «A Cidade de Deus», uma apologia da fé cristã frente aos deuses do paganismo.

 

 

 

 

Esses escritos marcaram de forma duradoura o pensamento cristão. Além da sua Regra, continuam a nutrir nossa vida religiosa de hoje. Agostinho morreu dia 28 de agosto de 430, como «pobre de Deus», não tendo nada para deixar em testamento.

 

 

 

A Igreja da África do Norte, à qual seu pensamento tinha dado tanto brilho, será devastada logo depois pelos Vândalos, e vai desaparecer com a chegada do lslã. Mas seu verdadeiro testamento são os escritos de Agostinho e seu espírito que sobreviveram a ele.

 

 

 

Um palavra resume tudo: amor.

«Ali está o grande sinal, o grande princípio de discernimento. Tem tudo o que quiseres: se isso te faltar, o resto não te servirá para nada…»

 

 

 

 

MÁRCEL NEUSCH
  Agostiniano da Assunção

 

«Tarde te amei, Beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei. Estavas dentro de mjm e eu estava fora de mim! E ali que te buscava, minha torpeza me empurrava sobre tudo o que fizeste de belo. Estavas comigo e eu não estava com todos…Chamaste-me, gritaste e puseste fim à minha surdez, brilhaste e o teu esplendor fez fugir minha cegueira; espalhaste teu perfume, eu o respirei e suspiro junto a ti; provei-te e tenho fome e sede de ti; tocaste-me e queimo de desejo da tua paz».

(CONE X, 27)
Tarde te amei…

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1 comentário

Um pensamento sobre “Santo Agostinho

  1. Gosto muito do estilo em apresentar a mensagem do céu. Tenho outros materiais desta obra. Aprecio muito. Muito bom mesmo!

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