Brasil, minha segunda pátria!

anigifQueridas Irmãs, Parentes e Amigos!

Pe.  Pedro WOUTERSPe.  José JANSEN estão deixando o Brasil no próximo mês. Estes dois missionários, foram muito presentes  fez na vida das Oblatas no Brasil. Eles partem, mas deixam a sua marca na vida da Igreja e do povo brasileiro. Pe. Pedro nos enviou um artigo cotando suas aventuras, experiências da sua vida missionária. Vejam!

“Caros amigos e amigas,

Depois de quase 50 anos do Brasil estou, no próximo dia 3 de dezembro, voltando definitivamente para a minha terra natal, a Holanda. Isso acontece não porque me cansei do Brasil, a minha segunda pátria, mas porque achei que não poderia esquivar do pedido dos meus irmãos de lá que se encontram num rápido processo de envelhecimento por falta de vocações durante as últimas cinco décadas. A única comunidade que sobra se concentra ao redor do Castelo ‘Stapelen’ em Boxtel e conta com uma idade média de 85DSC_0234 anos! Desta forma entende-se perfeitamente o pedido de reforço….. e … um pouco de ‘sangue novo’!!
Vai ser uma maravilha, pois resolvi levar comigo o Pe. José Jansen que por causa da sua doença , a tal de Alzheimer , precisa de cada vez mais atenção e cuidados que dificilmente aqui lhe poderão ser oferecidos.
Para os bons entendedores fica claro que me espera por lá uma nova missão e certamente não tão fácil pois para começar, exigirá depois de tanto tempo mais uma vez, todo um processo de integração, pois após tanto tempo, me tornei como que um estrangeiro na minha própria terra …. e isso apesar da
DSC02668minha ainda relativa juventude, vai ser desta vez bem mais pesado do que quando 50 anos atrás cheguei no Brasil.

Mas me pediram de contar um pouco, por alto, sobre a minha vida missionária no Brasil. Desde o começo da minha formação na Assunção na “Casa-das-Missões’ de Sta. Terezinha lá em Boxtel, o meu grande sonho era de me tornar missionário. Este sonho quase desapareceu em brancas nuvens na hora da primeira nomeação. O Superior Provincial num primeiro momento queria me enviar a Nova Zelândia para eu ser professor num colégio que a Assunção por lá estava começando …. mas consegui convencê-lo que isso para mim significaria provavelmente o começo do fim. Finalmente concordou em mandar-me para a missão no Brasil conforme o meu desejo. Assim viemos em 3 irmãos para esta Terra da Santa Cruz … mas sem saber ainda uma palavra do português e semPe. Pedro saber praticamente nada sobre a cultura brasileira.
O primeiro ano da nossa presença no Brasil seria dedicado ao estudo da língua e gasto para tomar conhecimento dos diversos trabalhos pastorais desenvolvidos nesta nossa missão do Brasil …. e …. por incrível que pareça, me mandaram a começar para o nosso seminário em Pinhal !!. Aí encontrei uma excelente professora da língua na pessoa da minha amiga Brunilda …mas pelo resto este primeiro estágio não foi muito feliz a começar por eu, de cara, me encontrar de novo na vida fechada de um internato e em seguida pelo fato que os seminaristas logo em seguida voltaram para as suas casas por causa das férias de verão. O segundo passo foi ,sim, totalmente dentro das minhas expectativas … no começo do ano novo, aproveitando de uma viagem para o Bispado de Jales, o Pe. Fidélis Nulle me levou a Santa Fé do Sul, que ficava naquela época ainda praticamente no fim do mundo pois a estrada para chegar até lá, ainda era de terra batida!. Na época das chuvas um lamaçal só, e na seca imagina só, a poeira que dava !!!! Foi aí que finalmente me sentia plenamente ‘missionário’.
E tenho uma marca impressionante disso que carrego até hoje comigo! Aconteceu por ocasião de uma 6 (4)primeira missa que me pediram celebrar numa comunidade rural ….era fim de tarde … um lampião para iluminar o altar …. com o meu limitado português até me arrisquei em dar um sermão … e nem sei se aquele povo bom, mas muito simples, conseguiu entender alguma coisa ou até se converteu. Em todo caso não fiz nenhum batizado … porém me senti um pouco como João Batista e sempre me lembro disso quando no salmo do BENEDITO rezo: ‘Serás profeta do Altíssimo, ó menino, pois irás andando à frente do Senhor para aplainar e preparar os seus caminhos’!
Talvez tenha sido isto de propósito para me preparar para a inesperada missão que depois destes 9 meses de gestação me esperava ….’na selva-de-concreto’!!! …na capital do Estado, a 6 quilômetros do centro, a saber na nossa paróquia de Na. Sra. do Bom Parto. De um lado a situação aí era favorável pois o nossos irmãos que nos precederam tiveram iniciado um bonito trabalho de1 renovação da paróquia baseado no trabalho catequético intensivo em todos os níveis …de outro lado nos defrontamos com uma comunidade paroquial em crise e meio descrente pois de uma vez o pároco e o seu cooperador resolveram abandonar a sua missão e foram casar-se o primeiro com a coordenadora geral da catequese paroquial e o segundo com uma das coordenadoras setoriais.
Podem se imaginar como se precisou de um tempinho para reconquistar a confiança do povo …… mas depois disso conseguimos com a ajuda de muita gente que por eles foram preparados … retomar o caminho e realizar nos 25 anos seguintes um excelente trabalho no qual demos sempre a prioridade à formação das pessoas e da comunidade. Infelizmente nós como Assunção não tivemos a possibilidade de dar continuidade a este trabalho. Eu mesmo fui chamado para uma outra missão como superior vice-provincial e depois a ???????????????????????????????formação de futuros assuncionistas pedia toda a nossa atenção de modo que por volta de 1994 resolvemos devolver a paróquia à Arquidiocese.
Neste período de mais o menos 10 anos o principal cuidado era com a nossa formação que a partir de 1983 se tinha instalado em Campinas e que foi assumida em conjunto entre a Região Assuncionista de Rio de Janeiro e a Vice-Província de São Paulo. Esta iniciativa resultou em um processo de unificação da Assunção no Brasil primeiro na Vice-Província brasileira e depois finalmente no Capitulo Geral de 1999 na criação da província brasileira.
A dimensão missionária da nossa vida na Assunção ainda no início dos anos ’90 nos levou, a nível da Assunção da América Latina, a uma fundação conjunta na Diocese de Riobamba no interior do Equador da qual ainda fui participar por alguns anos por volta de 2006/7. Depois disso me prontifiquei a ajudar 3 anos no nosso Santuário de São Pedro em Gallicantu na Terra Santa/Jerusalem, para depois deste giro todo voltar para o Brasil com a intenção de ficar pelo resto da vida aqui .
Porém …. o homem projeta … mas Deus de repente vem a pôr o seu ‘dedinho’ no meio de tudo isso!! Parto porém na plena confiança que como Ele me acompanhou até agora …. Ele há de me acompanhar também agora na nova missão que me espera”. (Pe. Pedro Wouters a.a.)

Muito obrigada Pe. Pedro e Pedre Jansen pelo exemplo  e fidelidade ao chamado! 

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Um pensamento sobre “Brasil, minha segunda pátria!

  1. Pe. Pedro sei que ja trabalhou muito em nosso Pais, mas es pena ir agora, vai deixar saudades e um grande exemplo de Missioneiro.

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