XXI OPA – “Eis-me aqui, envia-me!”

anigifDe 28 e 29 de junho de 2014, no Centro de Espiritualidade da Assunção/Pinhal – SP , com o lema: “Eis-me aqui, envia-me”, 51 participantes atenderam ao convite para participar do XXI OPA – 50 anos das Oblatas no Brasil. A alegria estampava nos rostos do pessoal que chegaram de ônibus das cidades de Hortolândia e Campinas, no sábado de manhã. Cada um recebeu a lembrança oferecida (caneca ecológica) juntamente com o crachá. Foram orientados para a hospedagem em seus quartos e após o café da manhã , foram conduzidos para a primeira atividade do encontro.

A ORAÇÃO INICIAL, conduzida por  Ir. Lenita, direcionou para uma meditação profunda, sentida principalmente no Pai-Nosso meditado (com a participação da Ir. Sirlene). Um alerta para a nossa prática, muitas vezes comum, de repetir palavras nas nossas orações, sem refleti-las e sobretudo pô-la em prática.

A dinâmica de apresentação, para “quebrar o gelo” , conduzida pela Ir. Fátima, motivou-nos através de uma imagem que cada um recebeu, a  procurar outra imagem igual, olhando no rosto de cada irmão. Não havia imagem semelhante. Caracterizava desta forma, que SOMOS ÚNICOS, filhos do mesmo Pai, mas irrepetíveis . Deus nos fez diferentes uns dos outros. Somos especiais!

Ir. Fátima apresentou no salão de palestras,  iniciando o lema do encontro, a história da origem das Oblatas. Na França de 1862, começou aanigif1 germinar a semente que o fundador Pe. Emannuel d’Alzon e com a colaboração de uma grande mulher, co-fundadora Marie Correnson, plantou e difundiu “além dos mares”.  A visão missionária e as lutas tenazes de mulheres, sem medo de se aventurar pela causa do Reino, criou raízes que se estendem até hoje. Ser missionário é o trabalho de todo batizado.

O significado da palavra Oblata – que é oferta, fica evidente nos trabalhos desenvolvidos pelas irmãs, em suas mais diferentes situações. Povos ribeirinhos, hospitais, pastorais, etc., onde necessitar de uma atividade para evangelização do Reino, aí está presente uma delas. Uma partícula no imenso trabalho.

Para demonstrar isto, Ir. Fátima, fez uma pequena dinâmica. Um pote cheio de água, um jarro vazio e algumas tampinhas de refrigerante. Valdeni apanhou com a tampinha, a água do pote e colocou no jarro. Ir. Fátima ergueu o jarro e perguntou o que aconteceu. Pouca água no jarro. Pediu, então, que os outros fizessem o mesmo com as tampinhas. O jarro recebeu mais água. Ficou a lição: com o trabalho de cada um, podemos preencher os espaços vazios. Citou-se a passagem da Madre Teresa de Calcutá: um jornalista, querendo testar a irmã, pelo trabalho tenaz que realizava com os pobres, perguntou-lhe: Irmã, vc não acha que este teu trabalho pelos pobres é apenas uma gotinha no oceano?. Ela respondeu-lhe:  O oceano não seria oceano, sem a minha gotinha. Fazemos coisas grandes com as nossas pequenas atitudes.

anigif2Ir. Ximena deu seu testemunho, como uma “missionária” em terras brasileiras. Disse que devemos atualizar, sempre, a nossa missão na igreja, santa e pecadora. Falou como a nossa evangelização está necessitando de um novo vigor , dar uma nova alma à missão e uma espiritualidade, para nos revigorar. É chilena, e sua família cristã é composta de 5 pessoas. Teve curiosidade em ler a Bíblia quando criança e sentiu o chamado:  “O que Deus quer de mim?” Conheceu Assuncionistas e se inteirou deste belo trabalho: a unidade na diversidade. Deixou esta mensagem: não devemos desistir nunca, se formar sempre e também: MISSÃO É ONDE VOCÊ ESTÁ – O AMOR É UNIVERSAL. Após o almoço, “sofremos” com o Brasil x Chile. Angustiante!

Então aquietamos o nosso coração e nos preparamos para a Adoração ao Santíssimo, animada por  Ir. Fátima. Jesus presente no meio de nós, fonte de todo batizado. Durante uma hora e dez minutos, contemplamos a fonte, caminho, verdade e vida. Momento silencioso e orante para aquele que é a “nossa paz”. Para encerrar o dia de sábado, após o jantar, fizemos uma bailão com rodadas de bingo.

No domingo, acordados pelo sino, logo pela manhã.  Às 7 horas, fizemos a ORAÇÃO DA MANHÃ, na capela. Conduzidos pelos leigos João10268425_777906098897775_2423147719177236229_n Carlos, Valdeni, João Castilho, Janira, Lúcia, Marisene e Davi, e tendo como o Evangelho de Lucas, na passagem dos discípulos de Emaús, foi questionado como anda a nossa caminhada. As angústias e dificuldades que temos, foi explicitada num papel que distribuído aos participantes. Nela devia constar, numa palavra, o que nos atrapalha em nossa vida pastoral. Então cada um, incinerou  este papel, colocando num repositório. Como discípulos de Emaús, muitas vezes, o Senhor está ao nosso lado e apesar do nosso coração arder, não o percebemos. Belo momento!

Na sala de palestra, um vídeo nos levou a viajar no tempo, com a história da origem  das Oblatas no Brasil. A trajetória no navio, os trabalhos
iniciais, a garra pela difusão do Reino. A difusão das Oblatas em Tapauá, Manaus, Andradas e Campinas e recentemente em San Lorenzo – Paraguay. Tudo fruto de 4 guerreiras mulheres que , “além dos mares”  se atiraram na missão. A menção de Ir. Virginia, verteu lágrimas de alguns presentes na sala. Mais uma vez, a palavra Oblata, se fez presente na OFERTA ao serviço. Quatro  novos participantes do encontro deram seu testemunho e em seguida foi feita a avaliação do encontro.

AComo agradecimento ao Pai, celebramos a Eucaristia, neste domingo especial, dedicado a São Pedro e São Paulo, pedra primordial da Igreja e missionário das nações. A Leiga Consagrada Ana Regina, renovou suas promessas.  No almoço, comemoramos com um bolo aos 50 anos das Oblatas, que abraçaram  o Brasil como pátria, mesmo vindo de outros países.

Agradecer a Holanda, França, Itália, México, Congo, Chile, Paraguay é apenas uma forma, muita pequena, de valorizar a presença guerreira das mulheres que avançam para águas mais profundas. Como Isaías, souberam responder ao chamado do Senhor: “EIS-ME AQUI, ENVIA-ME!” (Vandergei Gerlach/ Secretário do OPA Sudeste-Campinas/SP).

 VER FOTOS XXI OPA 2014

 

 

 

 

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3 pensamentos sobre “XXI OPA – “Eis-me aqui, envia-me!”

  1. Que lindas fotos!que grupo lindo! verdaderamente nuestra comunidad Paraguaya se alegra porque nuestro carisma esta se expandiendo atravez de cada uno de nuestro laicos Felicidades . Hna Karina.

  2. Bem lembrado Vanderlei… Parabéns pelo apoio importantíssimo de Ir. Sirlene. Néia, Mauro… sem palavras! Obrigada pelos instrumentos e equipamentos que levaram.

  3. Não pode deixar de agradecer a forma carinhosa com que a Casa de Pinhal nos recebeu, tendo a Ir. Sirlene no seu leme. Também especial citação aos responsáveis pelos momentos, aos nossos cativos cantores Mauro e Néia, a equipe de decoração e principalmente a todos os participantes – 51 – que, conduzidos pela Ir. Fátima nos levou a conhecer a história, o carisma e a espiritualidade das Oblatas – nossas irmãs.

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